Adrenalina: O hormônio que trava e salva!

Olá leitores da Empreenda Revista.

Falar em público é o maior medo da vida de 59% das pessoas, segundo uma pesquisa da UFMG. Mas você sabe o que causa esse medo?

Biologicamente, toda vez que o cérebro entende que corre algum risco à sua integridade, uma descarga de adrenalina entra na corrente sanguínea. Essa descarga gera o medo e nos mantém vivos, uma tática que nosso cérebro usa e que foi extremamente importante para garantir nossa sobrevivência desde os primeiros Homo Sapiens. Toda vez que nosso ancestral se via em uma situação de perigo, recebia uma descarga de adrenalina e tinha duas opções: Enfrentar ou fugir. Se decidisse enfrentar, essa adrenalina se concentrava nos membros superiores, dando força para o combate. Isso explica como mães, ao verem seus filhos sob perigo, levantam carros, nadam em enchentes ou enfrentam animais de grande porte. Porém, se a decisão era fugir, essa adrenalina se concentra nos membros inferiores, preparando o corpo para a fuga. Entendeu por que a perna treme? Outra característica interessante é que, ao decidir fugir, o corpo precisa tirar peso desnecessário. Por isso, pessoas com medo urinam nas calças, pois ao cérebro não faz sentido correr com a bexiga cheia.

Os principais sintomas de uma pessoa sob o efeito de adrenalina são: Pupilas dilatadas, transpiração, músculos contraídos, palidez, coração disparado, pressão alta e respiração ofegante. Isso te parece familiar?

E com o medo de falar em público não é diferente: Se o cérebro entende que estamos sob julgamento, de não sermos aceitos pelos demais ou qualquer risco da nossa imagem, a descarga de adrenalina será feita. Por isso que ninguém perde o medo de falar em público, os grandes oradores sentem isso também, porém controlam e canalizam essa energia em vigor para apresentações memoráveis.

A boa notícia é que essa descarga dura apenas 3 minutos. Portanto, ao sentir o nervosismo no começo da apresentação, saiba que essa é uma reação natural, que sempre vai acontecer e logo acaba. Nesses três primeiros minutos, não entre em polêmicas, faça sua apresentação pessoal que é um assunto que não tem segredo e espere o cérebro ficar confortável. Assim, você estará pronto para expor suas ideias de forma clara, segura e objetiva.

Ter medo é natural e garantiu a sobrevivência da espécie humana, o problema é quando o medo exagerado trava e influencia negativamente no cotidiano. Esse sim deve ser tratado.

Já que você conhece os motivos do medo de falar em público, que tal enfrentar esse desafio com uma nova ótica? A adrenalina nos trava em diversas vezes, mas também nos salva e nos mantém vivos. Coloque toda essa energia a seu favor e brilhe nas suas apresentações. Encerro com o pensamento do treinador Vanderlei Luxemburgo, um dos maiores vencedores do futebol brasileiro: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”. Excelentes negócios para todos nós!

William Borghetti

Treinador de Oratória

@william_borghetti no Instagram

www.williamborghetti.com

Gesticulação: O corpo passando seu recado.

Olá leitor da Empreenda Revista!

Na edição de novembro, falamos sobre a comunicação com o olhar, e esse mês falaremos sobre outro assunto indispensável na boa comunicação: A gesticulação.

A primeira orientação é que menos é mais. Muita gesticulação polui a comunicação e confunde o espectador. Mas usada na dose certa é um grande aliado. Recebemos a informação através de três canais: Auditivo através dos ouvidos, visual através dos olhos e cinestésico através das sensações. Quando você só fala, atinge apenas o canal auditivo. Quando fala e gesticula de modo sincronizado, atinge o auditivo e o visual, além de gerar sensações em quem te assiste contemplando também o canal cinestésico, levando sua mensagem de forma clara.

A segunda orientação é que você pontue com um gesto a palavra mais importante da frase. Por exemplo: Na frase “Ontem eu dirigi a noite inteira”, qual é a palavra mais importante? Se for o a palavra ontem, ou seja, o tempo for o ponto chave da frase, você pode gesticular com o dedão para trás, sobre o ombro, indicando com um gesto o passado, e manter esse gesto até o fim da frase. Com isso, irá dizer ao seu espectador que a frase toda tem informações, mas que o ONTEM precisa ser visto com maior atenção. Se o tempo não for fundamental para o entendimento, mas sim o verbo, você pode fazer um gesto imitando um volante ao dizer a palavra DIRIGI. Por fim, se o item fundamental de entendimento for o tempo, ou seja, a NOITE INTEIRA, você pode gesticular uma “linha do tempo” com as mãos, evidenciando que não dirigiu um pouco, e sim um longo prazo. Só não faça todos os gestos na mesma frase, como o dedo pra trás, o volante e a linha do tempo. Isso vai confundir o espectador e te proporcionar uma dança que não combina com sua apresentação!

A expressão facial também tem papel importante nisso tudo: a mesma frase, o mesmo gesto, o mesmo tom de voz tem um sentido com o orador sorrindo e outro sentido com o orador de cara fechada!

Portanto, lembre-se que a comunicação corporal fala mais do que as palavras. Utilize com eficácia essa ferramenta genial e acesse todos os canais de informação de quem te assiste. Isso vai contribuir fortemente com o sucesso da sua apresentação, refletindo que muitas vezes, o corpo fala o que as palavras tentam esconder. Ou como diria o filósofo inglês John Locke, “Nossas ações são as melhores interpretações de nossos pensamentos”. Excelentes negócios para todos nós!

Olhar nos olhos: Comunicar sem dizer uma palavra!

Artigo escrito para a Empreenda Revista, edição de Novembro/2018

Olá leitor da Empreenda Revista, é um prazer poder compartilhar conhecimento com quem empreende e faz o Brasil crescer.

A partir dessa edição, irei trazer dicas de como se comunicar melhor, e como controlar o medo de falar em público. Sim, controlar, pois o medo faz parte da nossa natureza e sempre fará, e a proposta é canalizar esse medo e transformá-lo em motivação.

Sempre digo que o medo de falar em público é um efeito, e não uma causa, e para resolver de vez qualquer problema, não adianta atacar seu sintoma, mas sim o que o provoca.

Conforme pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais, a baixa autoestima, o medo de errar, o medo de não saber para onde olhar ou medo de dar branco durante uma oratória, atinge 59% da população, superando até mesmo o medo de altura e da morte.

Então, para começarmos bem, darei algumas dicas sobre um medo que costuma afligir muitas pessoas: Para onde olhar durante uma apresentação?

Existem abordagens que orientam o orador a fixar o olhar em um ponto qualquer do auditório, ou no fundo da sala. Isso pode até gerar conforto para quem está com medo de se apresentar, mas para quem assiste não! Olhar para pontos perdidos na plateia não demonstra naturalidade, conexão, envolvimento. Quantas vezes em uma conversa a dois, nos deparamos com alguém com o olhar perdido e ficamos incomodados? Olhar nos olhos e falar com segurança, dá credibilidade e traz reflexão ao ouvinte.

Então a primeira dica é: Busque pessoas simpáticas ao seu assunto entre os espectadores, sempre tem alguém sorrindo, concordando ou prestando atenção na sua mensagem. Busque três pessoas com esse perfil espalhadas pela plateia e direcione o olhar à elas. Isso vai te gerar confiança para se soltar e falar com mais propriedade, e é nesse momento que a mágica acontece: Mais pessoas ficam simpáticas ao seu conteúdo. Aquelas três viram cinco, viram vinte, viram cem, viram mil! E assim, você tem pleno domínio da sua audiência, levando seu conhecimento a todos que dispuseram de tempo e atenção para te ouvir. Acredite, olhar nos olhos de alguém faz toda a diferença quando queremos ser convincentes!

Portanto, comunique-se com seu olhar, e terá uma arma poderosa para uma apresentação de sucesso. Encerro com uma frase do escritor americano Nicholas Sparks: “Os olhos sempre dizem a verdade”. Excelentes negócios para todos nós!

William Borghetti

Coach de Comunicação Eficaz

@william_borghetti no Instagram

www.williamborghetti.com

Falar em público: Nasce sabendo ou aprende?

Falar em público: Nasce sabendo ou aprende?

Sempre que eu finalizo uma palestra, algumas pessoas vêm conversar comigo, e alguém sempre solta a pérola: Você nasceu com o dom de falar! Obviamente que ao dizer isso, o intuito é me elogiar, porém, essa afirmação cria dois cenários ruins:


Primeiro: As centenas de horas de estudo, e o investimento financeiro que dediquei para atingir tal performance, são desconsiderados;                             

Segundo: Tal afirmação, pode acabar influenciando quem não nasceu com a facilidade de se comunicar, ter o entendimento de que falar em público é algo inatingível.


No entanto, trago-lhes uma verdade: Falar em público é aprendível, assim como andar de bicicleta, fazer arroz, ou dirigir. É um misto de acreditar em si mesmo, aprofundar-se no assunto, juntamente com o processo de repetição. Essa fórmula sempre funciona, e quando o tímido ultrapassa o “muro do pavor”, não dispensa uma sequer oportunidade de falar, seja em uma palestra, reunião de família, ou até mesmo para narrar um bingo, com o intuito de praticar seu novo “dom”, e se aprimorar.
Então, se você entende que falar em público pode melhorar sua vida pessoal e/ ou profissional, comece a estudar o assunto e a praticá-lo, e se precisar de ajuda, estou à disposição.

Grande abraço,
William Borghetti